‘Países de alta renda respondem por 15% da população mundial, mas têm 45% das vacinas, e os de rendas média e baixa somam quase metade da população mas recebem apenas 17% de todas as vacinas do mundo’, alertou Tedros Adhanom.
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A distribuição desigual de vacinas contra Covid-19 entre países ricos e pobres provoca um apartheid, segundo o diretor da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom.
“Acho que irei um passo adiante e direi que não apenas o mundo está sob o risco de um apartheid de vacinas, o mundo já está em um apartheid de vacinas. Como vocês sabem os países de alta renda respondem por 15% da população mundial, mas têm 45% das vacinas, e os de rendas média e baixa somam quase metade da população mas recebem apenas 17% das vacinas mundiais, então a lacuna é realmente enorme”, disse Adhanom em entrevista coletiva nesta segunda-feira (17).
Até a semana passada, mais da metade das doses aplicadas globalmente haviam sido administradas apenas nos Estados Unidos e na China.
Mais de 1,2 bilhão de doses tinham sido aplicadas em todo mundo, sendo que 80% das aplicações foram realizadas em países de renda alta e renda média para alta, que incluem nações da Europa e também Brasil e México.
No continente africano como um todo, por outro lado, tinham sido pouco mais de 20 milhões de imunizantes — menos de 2% do percentual global.
Um dado alarmante é que até 5 de maio quase 10 países e territórios da África ainda não tinham recebido nenhuma vacina, de acordo com informações da União Africana, entre eles Tanzânia, Madagascar e Burkina Faso.

