terça-feira, 27/10/26

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Protestos contra golpe militar em Mianmar têm confrontos entre manifestantes e forças de segurança

Militares usaram estilingues para tentar dispersar manifestantes. Prisão domiciliar de líder deposta foi estendida.

Policial usa estilingue para combater manifestantes em Mandalay, em Mianmar, nesta segunda-feira (15) — Foto: AP Photo
Policial usa estilingue para combater manifestantes em Mandalay, em Mianmar, nesta segunda-feira (15) — Foto: AP Photo

Manifestantes e forças de segurança de Mianmar entraram em confronto nesta segunda-feira (15), em um novo dia de protestos contra o golpe militar sofrido pelo país asiático no começo de fevereiro.

De acordo com a agência Associated Press, mais de 1 mil pessoas protestavam em frente ao Banco Econômico de Mianmar na cidade de Mandalay, a segunda mais populosa do país. Durante o ato, ao menos 10 caminhões repletos de soldados e policiais chegaram para conter os manifestantes. Houve prisões.

As forças de segurança foram fotografadas usando estilingues e cassetetes para agredir o grupo. Há relatos de disparo de arma de fogo contra os manifestantes, mas registros da AP afirmam que poucas pessoas se feriram.

Homem é detido durante protesto contra golpe militar em Mianmar nesta segunda-feira (15) em Mandalay — Foto: AP Photo
Homem é detido durante protesto contra golpe militar em Mianmar nesta segunda-feira (15) em Mandalay — Foto: AP Photo
Manifestantes pedem libertação de Aung San Suu Kyi, maior líder política de Mianmar, durante protesto em Mandalay nesta segunda-feira (15) — Foto: AP Photo
Manifestantes pedem libertação de Aung San Suu Kyi, maior líder política de Mianmar, durante protesto em Mandalay nesta segunda-feira (15) — Foto: AP Photo

Também houve protestos na capital, Naypyidaw. Os manifestantes se encontraram na frente de uma estação policial para exigir a liberação de estudantes de ensino médio detidos durante os protestos contra o golpe militar.

As manifestações se intensificaram porque os líderes militares de Mianmar estenderam a prisão domiciliar de Aung San Suu Kyi, principal liderança política do país, até ao menos esta quarta-feira (17). Na data, a vencedora do Nobel da Paz em 1991 deverá ser apresentada a um tribunal. Formalmente, os golpistas acusam a ativista de portar telefones por rádio sem autorização.

Golpe em Mianmar

Em 1º de novembro, militares de Mianmar detiveram o presidente birmanês e outras lideranças políticas eleitas para tomar à força o poder. Após o golpe, a junta militar fechou o acesso à internet e a redes sociais e suspendeu voos no país. Assista ao VÍDEO acima.

O golpe ocorreu sem atos de violência e poucas horas antes da primeira sessão do Parlamento formado nas eleições de novembro, vencida pelo partido NDL, do presidente Win Myint e de Aung San Suu Kyi, vencedora do Nobel da Paz há quase 30 anos e que ainda exerce influência política.

O golpe foi anunciado em uma estação de TV que pertence aos militares. Um apresentador citou a constituição de 2008, que permite aos militares declarar uma emergência nacional. O estado de emergência, disse ele, permanecerá em vigor por um ano.

Rapidamente, os militares assumiram o controle da infraestrutura do país, suspenderam as transmissões de televisão e cancelaram os voos domésticos e internacionais.

O acesso ao telefone e à internet foi suspenso nas principais cidades. O mercado de ações e os bancos comerciais foram fechados. Em Yangon, a maior cidade e antiga capital do país, os residentes correram aos mercados para estocar alimentos e outros suprimentos.

Por G1*

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