segunda-feira, 26/10/26

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Justiça Federal concede acesso a prontuário e documentos sigilosos da morte de Tancredo Neves

A ação, movida pela família do ex-presidente, requer acesso a exames e outros documentos relativos à internação do político. Processo tramita há mais de uma década.

Tancredo Neves durante discurso, em foto de julho de 1984 — Foto: Antonio Lúcio/Estadão Conteúdo/Arquivo

 

Em decisão unânime, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) aprovou nesta segunda-feira (26) o acesso a documentos sigilosos sobre a morte do ex-presidente Tancredo Neves.

A ação movida pela família de Tancredo pede acesso todos os procedimentos ligados à saúde do político.

Com a nova decisão, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), devem liberar prontuários, relação de médicos e outros documentos relativos ao período em que Tancredo esteve no Hospital de Base, em Brasília.

Dúvida se arrasta por décadas

Tancredo Neves foi internado na véspera da posse presidencial e morreu um mês depois, em 21 de abril de 1985.

Na ocasião, a morte foi atribuída a uma infecção generalizada após o eleito ser internado no Hospital de Base com dores abdominais. Durante o período, ele passou por sete cirurgias.

A versão é questionada pela família, que aponta possibilidade de erro médico.

Para a advogada dos familiares, Juliana Porcaro, a divulgação dos dados não é apenas de interesse das pessoas próximas, mas ajuda a contar a “história de uma nação”.

O g1 entrou em contato com o Conselho Federal de Medicina e com o Conselho Regional de Medicina do DF, e aguarda retorno.

Cronologia

 

O processo que pede a abertura de sigilo foi aberto há mais de uma década pela família, mas encerrado em primeira instância em 2012.

O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou de forma favorável à família em 2014. Mas, ainda assim, a ação ficou paralisada por mais de 10 anos.

Só em 2025, o pedido voltou a tramitar no TRF-1.

 

Com informações do g1 DF.

 

 

 

 

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