Atualmente, estrutura híbrida do DF reúne competências que, no restante do país, estão divididas entre os governos de estados e municípios. No entanto, por nove anos, o modelo de gestão foi outro.

Eleitores brasilienses vão às urnas neste domingo (25) para escolher o governador do Distrito Federal. Diferente das outras unidades da federação, o DF tem uma estrutura política híbrida, reunindo competências que, no restante do país, estão divididas entre os governos de estados e municípios.
🔎 Apesar de a capital ser dividida em cidades-satélites ou regiões administrativas, essas áreas não são consideradas municípios. A Constituição Federal impede que essa divisão aconteça.
Também não há prefeitos e vereadores, e sim deputados distritais, que exercem seus cargos na Câmara Legislativa. Mas, nem sempre foi assim. Desde a sua criação, em 1960, a capital já teve 12 prefeitos.
Primeiros anos
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Construção do Palácio do Planalto, uma das fotografias que compõem o acervo do Arquivo Público do DF — Foto: Arquivo Público/Divulgação
Em 1960, a mudança do Distrito Federal do Rio de Janeiro para o Centro-Oeste manteve a escolha do chefe Executivo local como estava: era o Presidente da República quem escolhia, com o aval do Senado.
O primeiro prefeito foi Israel Pinheiro, responsável também pela construção da capital (veja abaixo lista completa).
Então presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), o mineiro foi responsável pela criação de diversos órgãos necessários para organização administrativa da nova capital, como as secretarias gerais de Administração e Assistência.
Para o historiador especialista em história regional Robson Eleutério, essa forma de escolha veio da necessidade de reforçar o papel de Brasília como centro de poder.
“Para dar continuidade às obras, era importante que Brasília se consolidasse na região que abrigaria a capital. Tinha um movimento ‘antimudancista’ também nessa época, que, mesmo com a inauguração da capital, era contra a transferência do Rio de Janeiro para Brasília”, explica.
Mais mudanças
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Confraternização de natal e ano novo, quando Brasília ainda tinha uma prefeitura, em 1965 — Foto: Arquivo Público do DF (ArPDF)



