Dezenas de líderes, entre eles os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, participam nesta segunda e terça-feira da cúpula da OCX em Bishkek, capital do Quirguistão
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta segunda-feira (31) que prolongar a guerra contra os Estados Unidos não beneficia seu país, em um contexto de retomada das hostilidades após um mês de relativa calma.
“Continuamos nos esforçando para encontrar um caminho de acordo e entendimento e consideramos que a continuidade da guerra não é do nosso interesse nem do interesse da região”, declarou Pezeshkian durante uma reunião com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, antes da cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), no Quirguistão.
“Acreditamos que a solução para os problemas existentes está no diálogo e no entendimento e que todos os recursos devem ser mobilizados para evitar a expansão da insegurança e do conflito”, acrescentou, segundo um comunicado da Presidência iraniana.
As declarações foram feitas após ataques americanos contra a ilha iraniana de Larak, que deixaram dois mortos e vários feridos, segundo a agência oficial iraniana IRNA.
O Irã, por sua vez, afirmou nesta segunda-feira ter atacado com drones bases nos Emirados Árabes Unidos e na Jordânia que, segundo Teerã, foram usadas pelas forças americanas. O país declarou que agiu em “legítima defesa”.
O conflito entra no sétimo mês e os esforços diplomáticos para encerrar a guerra avançam com dificuldade.
Nas últimas semanas, o Oriente Médio registrou uma relativa calmaria, apesar de ataques esporádicos, especialmente no Estreito de Ormuz e em seus arredores.
AFP

