EUA acusam Cuba de décadas de espionagem e falam em ‘guerra de desgaste’

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US President Donald Trump gestures as he walks to board a plane at Morristown Airport in Morristown, New Jersey, on May 22, 2026. Trump is returning to the White House after delivering remarks in New York. (Photo by Brendan SMIALOWSKI / AFP)

Governo Trump não esconde seu desejo de mudança de regime na ilha, que enfrenta sua pior crise econômica em décadas.

Por France Presse

Os Estados Unidos acusaram Cuba, nesta segunda-feira (20), de liderar uma campanha de “espionagem e subversão” em seu território por quase sete décadas, em um relatório que representa um novo aumento da pressão sobre a ilha.

Cuba liderou “uma campanha que se infiltrou nos mais altos escalões do governo americano”, além de recrutar e treinar “gerações de ativistas” e apoiar o “terrorismo de esquerda”, segundo um relatório especial divulgado pelo Departamento de Estado.

O governo Trump não esconde seu desejo de mudança de regime na ilha, que enfrenta sua pior crise econômica em décadas.

Havana acaba de lançar uma nova onda de reformas econômicas, mas o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, as considera insuficientes.

Guerra de desgaste

O triunfo da Revolução Cubana em 1959 foi inicialmente saudado por Washington, mas o contexto da Guerra Fria logo frustrou qualquer tentativa de relações pacíficas.

Washington rapidamente impôs sanções ao novo regime liderado por Fidel Castro, que nacionalizou empresas americanas, e Castro, por sua vez, respondeu estreitando laços com Moscou e o bloco comunista.

A campanha de assédio mútuo continuou por décadas.

O governo dos EUA orquestrou várias tentativas de assassinato contra Castro e, em contrapartida, Havana acolheu, treinou e apoiou movimentos guerrilheiros no Terceiro Mundo, especialmente na América Latina e no Caribe.

O relatório do Departamento de Estado reconhece que “Havana nunca teve capacidade para derrotar os Estados Unidos em um conflito armado convencional”.

“Em vez disso, os cubanos aperfeiçoaram um novo modelo para uma guerra de desgaste prolongada, organizada em torno de espionagem, infiltração, sabotagem, redes de aliados e uma infraestrutura revolucionária concebida para colocar os Estados Unidos contra si mesmos”, afirma o relatório.

 

Trump indicou repetidamente que o governo cubano poderia ser o próximo, depois da Venezuela, a ceder à pressão dos EUA, e em junho afirmou que Washington “assumiria o controle” da ilha caribenha, localizada a cerca de 145 km da Flórida, “quase imediatamente”.

Rubio acredita que esse “terrorismo de extrema esquerda” tornou-se novamente a principal ameaça violenta não estatal em todo o mundo, após os ataques de 11 de setembro de 2001 e as mais de duas décadas de jihadismo.

“O ataque de Cuba aos Estados Unidos nunca foi, em essência, uma disputa sobre política econômica, soberania ou mesmo a posse de um território específico. Foi uma revolução contra a própria civilização ocidental”, afirma o relatório.

 

 

 

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