Ministra Cármen Lúcia sugeriu a criação de um serviço de defesa às candidatas, a exemplo das Brigadas Maria da Penha

Convidada como palestrante de uma aula magna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a criação de brigadas eleitorais para as candidatas nas eleições de outubro deste ano.
“Que nós criemos também brigadas eleitorais para mulheres candidatas, porque, se a gente não criar, teremos cada vez mais violência sendo praticada. Estou propondo até pela minha experiência como presidente do TSE nas eleições de 2024”, explicou.
Segundo ela, “nós queremos a paz democrática, a paz que é o equilíbrio no movimento com respeito a todos os direitos”.
O tema da palestra, ministrada na sexta-feira (24/4), teve como tema a “Violência contra a mulher: desafios contemporâneos e caminhos para o enfrentamento”.
A Patrulha ou Brigada Maria da Penha, mencionada como exemplo pela ministra, é um serviço especializado das Brigadas Militares e Guardas Municipais, que atua em situações de risco iminente, como uma resposta rápida para evitar a violência.
A brigada então monitora o cumprimento de medidas protetivas de urgência, após o pedido da vítima, com visitas periódicas para garantir a segurança da vítima e coibir agressores.
Cármen Lúcia é a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas o mandato está no fim, após ela mesma antecipar a saída.
A magistrada marcou para 12 de maio a posse do ministro Nunes Marques, eleito como novo presidente da Corte — André Mendonça é o vice.
Lúcia continua no STF até 2029, quando completa 75 anos, idade alcançada para a aposentadoria compulsória.

