quarta-feira, 11/03/26
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Países pedem ‘desescalada’ no Líbano no Conselho de Segurança da ONU

Representantes no Conselho de Segurança defendem cessação imediata da violência e proteção de civis no conflito

Foto: AFP

 

Cerca de vinte países que apoiam a força de paz da ONU no Líbano, juntamente com a subsecretária-geral da ONU, Rosemary DiCarlo, apelaram nesta quarta-feira (11) para a desescalada entre o Hezbollah e Israel no país.

“Uma desescalada imediata e a cessação da violência são imperativas”, instou DiCarlo durante uma reunião do Conselho de Segurança convocada pela França e apoiada por vários países.

DiCarlo apelou ao Hezbollah para que “cesse os seus ataques contra Israel” e “coopere” com o governo libanês, e a Israel para que “termine a sua campanha militar no Líbano e retire as suas forças do território libanês”.

Armênia, Áustria, Bahrein, Camboja, Croácia, Chipre, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Índia, Irlanda, Itália, Malta, Nepal, Macedônia do Norte, Panamá, Polônia, Portugal, Coreia do Sul, Espanha e Uruguai já tinham expressado a sua “profunda preocupação” com a “escalada das hostilidades” naquele país.

Em nome deles, o embaixador francês na ONU, Jérôme Bonnafont, instou Israel a “se abster de quaisquer ataques contra infraestruturas civis e áreas densamente povoadas e a respeitar a soberania e a integridade territorial do Líbano”.

Os Estados condenaram “a decisão irresponsável do Hezbollah de se juntar aos ataques iranianos contra Israel”.

O Líbano foi arrastado para a guerra na semana passada, quando o grupo militante pró-Irã Hezbollah atacou Israel em retaliação ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em bombardeios conjuntos entre Estados Unidos e Israel.

Durante a reunião do Conselho de Segurança, o chefe de operações humanitárias da ONU, Tom Fletcher, apelou aos Estados envolvidos no conflito do Oriente Médio para que protejam civis e infraestruturas civis “em toda a região” e instou a comunidade internacional a “financiar generosamente” a resposta humanitária.

O secretário-geral-adjunto da ONU para operações de paz, Jean-Pierre Lacroix, lembrou às partes a sua “clara e inequívoca responsabilidade de garantir a segurança dos capacetes-azuis” após um ataque na sexta-feira que feriu três membros ganenses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil).

AFP

 

 

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