quarta-feira, 11/03/26
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Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço de combustíveis

Esta é a maior liberação de reservas já feita pelas nações da Agência Internacional de Energia (AIE). Até então, o recorde havia sido de 182,7 milhões de barris, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022.

Exxon Mobil’s Baton Rouge refinery is the second largest in the U.S. (Barry Lewis/InPictures via Getty Images)

 

Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram nesta quarta-feira (11) em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para conter a alta do preço dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

É a maior liberação de reservas já feita pelos países da AIE. Até então, o recorde havia sido de 182,7 milhões de barris, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022.

➡️ A guerra no Oriente Médio tem pressionado os preços do petróleo,que voltaram a subir nesta quarta-feira devido ao bloqueio no Estreito de Ormuz, uma rota de trânsito crucial por onde passa 20% do petróleo e do gás natural consumidos em todo o mundo.

Segundo a AIE, uma média de 20 milhões de barris por dia de petróleo bruto e derivados transitou pelo Estreito em 2025. E, entre petróleo bruto e derivados, a produção global é de 100 milhões de barris por dia.

Atualmente, os membros da AIE mantêm mais de 1,2 bilhão de barris de estoques públicos emergenciais de petróleo, além de outros 600 milhões de barris em estoques da indústria mantidos por obrigação governamental.

O cronograma de liberação ainda será definido.

“A pressão veio principalmente do governo dos Estados Unidos, que quer essa liberação”, disse um diplomata da União Europeia à Reuters, antes do anúncio.

Mais cedo, a Alemanha, a Áustria e o Japão, que fazem parte da AIE, já tinham anunciado que iriam disponibilizar as suas reservas.

O Ministério da Economia do Japão informou, inclusive, que planeja liberar cerca de 80 milhões de barris de reservas públicas e privadas. Já o Reino Unido disse que contribuirá com 13,5 milhões de barris.

Segundo a ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche, os Estados Unidos e o Japão serão os maiores fornecedores da liberação emergencial.

O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, saudou as notícias sobre a liberação planejada.

“Este é o momento perfeito para pensar em liberar parte dessas reservas para aliviar um pouco a pressão sobre o preço global”, disse em entrevista à Fox News.

Burgum afirmou, no entanto, que não acredita que o mundo esteja enfrentando uma escassez de energia.

“Temos um problema de trânsito (transporte), que é temporário”, disse. “É um problema temporário de trânsito que estamos resolvendo militar e diplomaticamente, algo que podemos resolver e vamos resolver.”

 

Ritmo de liberação

A ministra da Economia da Alemanha disse que levará alguns dias até a entrega das primeiras quantidades.

Analistas consultados pela Reuters afirmam que o ritmo diário de liberação dos estoques da AIE pode ser tão ou mais importante do que o volume total.

Se 100 milhões de barris forem liberados ao longo de um mês, isso equivaleria a cerca de 3,3 milhões de barris por dia.

Ainda assim, esse volume é muito menor do que a interrupção atual do mercado, estimada em cerca de 20 milhões de barris diários após o bloqueio do Estreito de Ormuz, entre Irã e Omã.

 

 

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