quarta-feira, 25/02/26
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GDF pede autorização para empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para capitalizar o BRB

O texto, obtido pelo Metrópoles, atualiza o primeiro projeto de lei, encaminhado na sexta-feira (20/2)

Igo Estrela/Metrópoles

O novo projeto de lei do Governo do Distrito Federal (GDF) enviado à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta terça-feira (24/2), autoriza empréstimo com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou com outras instituições financeiras, no valor de até R$ 6,6 bilhões para o Banco de Brasília (BRB).

O Executivo local apresentou a proposta com o objetivo de solucionar a crise desencadeada pelos prejuízos nos negócios com o Banco Master.

O texto, obtido pelo Metrópoles, atualiza o primeiro projeto de lei, encaminhado na sexta-feira (20/2). Uma das novidades é exatamente a inclusão do limite do valor do empréstimo que o governo, como acionista controlador, pode pegar para destinar ao BRB.

A proposta também permite aportes patrimoniais do GDF ao BRB e alienação de bens públicos com posterior destinação do produto da venda ao reforço patrimonial do BRB. São listados nove imóveis públicos, em vez dos 12 inicialmente previstos.

Segundo o projeto de lei, o GDF poderá:

  • transferir diretamente os bens ao BRB para que este promova sua alienação ou exploração econômica;
  • promover a alienação prévia dos bens e aportar ao BRB o produto financeiro obtido;
  • estruturar operações combinadas ou sucessivas envolvendo as alternativas anteriores;
  • realizar operações de securitização, constituição de fundos de investimento imobiliário ou patrimonial, sociedades de propósito específico ou outras estruturas financeiras destinadas à monetização dos ativos.

Os imóveis que poderão ser utilizados para capitalizar o BRB, se a proposta for aprovada, são:

Reprodução
Imóveis do GDF para capitalizar o BRB

O GDF decidiu retirar o Parque do Guará e um terreno no Lago Sul da lista dos imóveis que poderão ser utilizados para recompor o capital do banco.

A autorização permite a transferência da propriedade, a conferência como integralização de capital, a constituição de garantias, a cessão de direitos, a permuta, a dação em pagamento, a alienação direta ou mediante procedimento competitivo, bem como a estruturação por meio de veículos societários ou fundos de investimento.

Nessa segunda-feira (23/2), o líder do GDF na CLDF, deputado distrital Hermeto (MDB), disse que o BRB corre o risco de ser federalizado se o projeto não for aprovado.

Hermeto afirmou que os parlamentares “não podem entregar o patrimônio do BRB, de R$ 80 bilhões, ao governo federal”.

“Querem enfraquecer o banco para federalizar e colocar 4,5 mil funcionários na rua”, declarou o líder.

 

Com informações do Metrópoles 

 

 

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