sexta-feira, 29/08/25

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Governo Trump não responde se fará ação militar na Venezuela, mas diz que EUA estão preparados para usar ‘toda a força’

Porta-voz da Casa Branca afirmou que não iria comentar planos militares dos EUA e chamou Nicolás Maduro de ‘fugitivo’. EUA enviaram navios, aviões e militares para o sul do Caribe.

Reprodução/internet

 

 

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, evitou confirmar nesta quinta-feira (28) se os Estados Unidos planejam uma ação militar contra a Venezuela. Em entrevista coletiva, porém, afirmou que o governo de Donald Trump está preparado para usar todos os elementos da força americana no combate ao tráfico de drogas.

Nos últimos dias, os EUA deslocaram navios, aviões e militares para o sul do Caribe, próximo à costa venezuelana. O governo americano alega que a operação tem como objetivo impedir a entrada de drogas no país, mas evitou comentar detalhes da ação.

Nesta quinta-feira, Leavitt foi questionada sobre a operação. Um dos jornalistas afirmou que o aparato militar enviado ao Caribe era maior do que o necessário para operações contra o tráfico de drogas. Em seguida, ele perguntou se os EUA avaliavam atacar estruturas militares da Venezuela.

A porta-voz da Casa Branca disse que não iria comentar ações militares e voltou a dizer que Nicolás Maduronão é o presidente legítimo da Venezuela. Segundo Leavitt, o venezuelano é um fugitivo da Justiça dos EUA.

“Trump está preparado para usar todos os elementos da força americana para impedir que as drogas inundem nosso país e para levar os responsáveis à Justiça. E, como já disse aqui deste púlpito, o regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela. É chefe de um cartel narcoterrorista”, afirmou.

 

O termo em inglês usado por Leavitt, “power”, pode ser traduzido como “força” ou “poder”.

Leavitt disse ainda que vários países vizinhos da Venezuela demonstraram apoio à decisão dos Estados Unidos de enviar navios para o sul do Caribe.

Embora o governo Trump culpe a Venezuela pela entrada de drogas nos Estados Unidos, o Relatório Mundial sobre Drogas de 2025 da ONU apontou que as principais drogas consumidas pelos americanos não vêm de lá.

Maduro é acusado pelos EUA de narcoterrorismo. Ele é apontado pelo governo americano como líder do Cartel de los Soles, grupo classificado recentemente pelos EUA como organização terrorista internacional.

No início de agosto, os EUA dobraram a recompensa por Maduro, estipulando um valor de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão ou condenação do venezuelano.

Maduro tem classificado as ações recentes dos Estados Unidos como ameaças. Diante da movimentação militar, ele anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos para proteger o território da Venezuela.

“Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela”, proclamou. “Mísseis e fuzis para a classe operária, para defender a nossa pátria!”

 

A Venezuela também enviou 15 mil militares para a fronteira com a Colômbia após o governo vizinho afirmar que os EUA estavam usando o narcotráfico como uma “desculpa para invasão militar”. Por outro lado, o governo colombiano descarta colaborar com Maduro.

Na terça-feira (26), em um documento enviado à ONU, a Venezuela afirmou que os navios americanos devem chegar à costa do país no início da próxima semana.

Ainda no documento, a Venezuela classificou as ações dos Estados Unidos como “grave ameaça à paz e à segurança regional” e pediu que a ONU monitore a “escalada de ações hostis” e “ameaças” do governo dos EUA.

Enquanto isso, países como Argentina, Equador, Paraguai e Guiana seguiram os Estados Unidos e também declararam o Cartel de los Soles como uma organização terrorista. Trinidad e Tobago, que fica muito próxima da Venezuela, também disse apoiar a ação militar dos EUA.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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