quinta-feira, 03/04/25
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Obesidade infantil: saiba onde buscar tratamento gratuito no DF

Acolhimento é feito por profissionais das unidades básicas de saúde, que encaminham crianças e adolescentes para especialistas. Equipe multidisciplinar estende atendimento para toda família. 

Crianças e adolescentes podem ter tratamento gratuito contra obesidade infantil na rede pública de saúde do DF — Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF
Crianças e adolescentes podem ter tratamento gratuito contra obesidade infantil na rede pública de saúde do DF — Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF

Crianças e adolescentes que apresentam quadro de obesidade podem ter tratamento gratuito e especializado na rede pública de saúde do Distrito Federal. O primeiro passo para conseguir atendimento é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais perto do local onde a família mora (veja mais detalhes abaixo). 

Nas UBSs é feito o chamado acolhimento. As crianças e adolescentes são atendidos por um médico da família ou pediatra, e, depois, encaminhados para uma consulta com o endocrinologista pediátrico. 

Segundo a Secretaria de Saúde, cerca de 250 crianças e adolescentes fazem acompanhamento em ambulatórios de endocrinologia na rede pública de saúde atualmente. O trabalho se estende às famílias para que os hábitos de alimentação mudem em casa.

A obesidade infantil pode ser provocada por diversos fatores, que são avaliados por uma equipe multidisciplinar. Segundo a Saúde, uma das maiores preocupações é que o problema desencadeie outras doenças que podem permanecer para a vida toda, como hipertensão e diabetes. 

Segundo Eliziane Leite, da Referência Técnica Distrital de Endocrinologia e Diabetes, a obesidade e o sobrepeso atingem cerca de 20% das crianças e adolescentes.

“Hoje estão em acompanhamento na Secretaria de Saúde adolescentes com altos índices de massa corporal. É uma situação preocupante, pois afeta vários aspectos da saúde física e mental desse público em particular”, diz a médica. 

Aumento da obesidade infantil é apontado como um importante fator para o avanço da diabetes — Foto: PA Media
Aumento da obesidade infantil é apontado como um importante fator para o avanço da diabetes — Foto: PA Media 

Além dos ambulatórios, os pacientes também podem contar com o atendimento das equipes de saúde da família. Nos postos de saúde é realizado o atendimento primário e acompanhamento nutricional. Após a avaliação, a criança ou adolescente pode ser encaminhado para um centro especializado, de acordo com a necessidade. 

Veja os hospitais que fazem parte da rede de atendimento para crianças e adolescentes com obesidade no DF:

  • Hospital Regional de Taguatinga (HRT)
  • Hospital Regional de Sobradinho (HRS)
  • Hospital Regional do Gama (HRG) 
  • Hospital Regional de Ceilândia (HRC) 
  • Hospital da Região Leste (HRL) 
  • Hospital da Criança de Brasília (HCB) 
  • Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh), na Asa Norte. 

Tratamento e acompanhamento 

Na rede pública, as crianças e adolescentes são acompanhados por uma equipe multidisciplinar composta por endocrinologista pediátrica, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, assistente social e profissionais da enfermagem. 

O tratamento é semelhante ao dos adultos, e passa por cinco fases

  1. Consulta com endocrinologista
  2. Acolhimento por meio de um aplicativo
  3. Oficinas educativas online semanais
  4. Atendimento individual
  5. Oficinas de manutenção, além da alta para continuar o tratamento com o endocrinologista pediatra

Acolhimento para toda a família 

Crianças e adolescentes podem ser encaminhados para centros especializados para tratamento contra obesidade — Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF
Crianças e adolescentes podem ser encaminhados para centros especializados para tratamento contra obesidade — Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF

De acordo com Alexandra Rubim, endocrinologista e gerente do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh), desde 2019, 49 famílias de crianças que fazem tratamento na unidade já foram atendidas, além de 42 de adolescentes. 

“As famílias dessas crianças e adolescentes recebem o nosso acolhimento e também participam do acompanhamento, pois são parte essencial para o sucesso do tratamento, já que todos em casa devem mudar os hábitos alimentares e de vida”, diz a endocrinologista. 

A gerente do Cedoh esclarece que, durante o tratamento, é esperada uma média de 50% de desistência dos pacientes. No caso dos adolescentes, a endocrinologista explica que a taxa, às vezes, é até maior. 

“A adolescência é a fase mais difícil dos pais controlarem, pois eles têm mais liberdade para saírem. Às vezes tem o preconceito na escola por parte dos colegas, a vergonha de falar do tratamento, a relutância em tomar os medicamentos necessários. Além disso, muitos fogem da dieta quando estão sozinhos”, diz Alexandra. 

Segundo dados da Secretaria de Saúde, em 2021, 39 crianças começaram o tratamento contra a obesidade, mas somente 20 continuaram. Já entre os adolescentes, dos 26 que iniciaram o acompanhamento, apenas 12 seguiram.

Como calcular os níveis de obesidade?

A obesidade é um fator de risco para doenças cardiovasculares, distúrbios musculoesqueléticos e câncer, além de acarretar problemas psicológicos, como baixa autoestima e ansiedade. 

O critério para saber se uma pessoa é obesa, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é o Índice de Massa Corporal (IMC). Para calcular o índice, é preciso dividir o peso, em quilos, pelo quadrado da altura, em metros: IMC = peso (massa) / altura2. 

O resultado mostra quatro estágios:

  • Excesso de peso: IMC igual ou superior a 25 kg/m² 
  • Obesidade grau 1: IMC maior que 30 kg/m² e menor que 35 kg/m² 
  • Obesidade grau 2: IMC maior que 35 kg/m² e menor que 40 kg/m² 
  • Obesidade de grau 3 / ou obesidade mórbida: IMC maior que 40 kg/m²

Exemplo: a pessoa que pesa 100 quilos e mede 1,60 m de altura tem que dividir 100 por 1,6 X 1,6 = o resultado é 39, ou seja, obesidade grau 2.

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